Acho que é preocupante porque chega a sufocar algumas
vezes. É bom, mas sufoca. E eu também gosto de alguns momentos raros de solidão
e solitude. Poder refletir sozinho com meus pensamentos sem precisar me
preocupar com todos esses detalhes do mundo, de como as pessoas são na verdade
necessitadas por atenção, necessitadas por estarem no centro de tudo e o tempo
todo.
Não é que a gente deixe de amar, não é que a gente esteja menos interessado ou enfadado, mas a questão é que também é bom ter aquele tempo reservado para ser você mesmo, sem se preocupar com o que os outros vão pensar, sem se preocupar se vai ter alguém esperando algo – qualquer coisa, vinda de você. As vezes eu queria fugir, mas sozinho mesmo. Ficar isolado por um bom tempo, sentir falta de verdade, saber que fiz falta. Saber que existem lacunas a serem preenchidas na minha ausência e que se formou um vazio no meu peito graças a essa distância física auto imposta. É tudo muito preocupante, sei lá. A gente se enche de pensamentos, e no fim não sabe de nada.
Não é que a gente deixe de amar, não é que a gente esteja menos interessado ou enfadado, mas a questão é que também é bom ter aquele tempo reservado para ser você mesmo, sem se preocupar com o que os outros vão pensar, sem se preocupar se vai ter alguém esperando algo – qualquer coisa, vinda de você. As vezes eu queria fugir, mas sozinho mesmo. Ficar isolado por um bom tempo, sentir falta de verdade, saber que fiz falta. Saber que existem lacunas a serem preenchidas na minha ausência e que se formou um vazio no meu peito graças a essa distância física auto imposta. É tudo muito preocupante, sei lá. A gente se enche de pensamentos, e no fim não sabe de nada.
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