Eu sei. Faz muito tempo desde a última vez que me senti assim. Sabia que não seria fácil, desde o começo, sabia que não poderia passar por isso sem deturpar um pouco a minha integridade, sem me machucar um pouco, sem guardar um monte de coisas dentro de mim. Pensando que poderia tolerar tanto sozinha é como tenho vivido, porque não quero acabar sobrecarregando pessoas que já tem demais em suas próprias mentes, pessoas envolvidas com suas existências.
O problema é comigo e não posso negar; sou eu quem livremente pensa que pode transitar entre mundos e não ser afetada, que posso sempre me manter no meio termo, mas isso é impossível porque não podemos viver uma vida sem decisões, sem escolher uma coisa ou outra, sem tomar partidos, sem conscientemente ou inconsciente realizar algo que nos fará assumir uma posição e por mais doloroso que seja, largar a outra parte. O que você sente acaba te consumindo por dentro e sentimentos são o reflexo de tudo que a gente vive, vai nutrindo com o passar dos dias - eles são a raiz do problema, pelo que posso perceber. Sempre foram. Por que a gente precisa amar? Em primeiro lugar, acho que não há que se pensar em ser amado se primeiro não soubermos apreciar a nós mesmos, nem enxergar como somos maravilhosos. Não há que se mencionar coisa alguma se o amor não vem de dentro pra fora, se não é algo que a gente cultiva em primeiro lugar por nós. Quanto mais a gente tenta empurrar, mais a gente acaba se tornando o oposto do que planejávamos. Não posso mais existir no meio termo. Não posso mais viver sem me amar. Não posso.
wonderfuckingland.
Wednesday, August 20, 2014
Thursday, May 22, 2014
Eu descobri a fórmula perfeita do fracasso. Sei exatamente como me sentir rei de terra nenhuma, tão miserável quanto seria possível. Esses pensamentos não vão passar, eles não tem data pra expirar, muito menos o porquê de continuar me sentindo assim. Se eu já sabia que seria desse jeito? Óbvio. Se eu quis o risco e quis a dor? Certamente.
Thursday, October 17, 2013
The Sadness Will Never End
Ultimamente são os mesmos sentimentos de perseguição, loucura e paranoia que perseguem. É como se eu estivesse sendo observado por mil olhos, mas estivesse fundo demais na escuridão pra detectar onde eles estão ou pra entender por quanto tempo eles estiveram lá me encarando. Será que eu perdi a noção da realidade? Ou essa é mesmo a realidade? O que nós sabemos? Não dá pra afirmar nada com precisão vivendo em uma dimensão espalhada entre tantas outras. Enquanto eu caminhar com meus pés sobre esse mundo, ainda faltarão muitas soluções e respostas para milhares de outras questões.
Wednesday, October 16, 2013
pensamentos perdidos.
Acho que é preocupante porque chega a sufocar algumas
vezes. É bom, mas sufoca. E eu também gosto de alguns momentos raros de solidão
e solitude. Poder refletir sozinho com meus pensamentos sem precisar me
preocupar com todos esses detalhes do mundo, de como as pessoas são na verdade
necessitadas por atenção, necessitadas por estarem no centro de tudo e o tempo
todo.
Não é que a gente deixe de amar, não é que a gente esteja menos interessado ou enfadado, mas a questão é que também é bom ter aquele tempo reservado para ser você mesmo, sem se preocupar com o que os outros vão pensar, sem se preocupar se vai ter alguém esperando algo – qualquer coisa, vinda de você. As vezes eu queria fugir, mas sozinho mesmo. Ficar isolado por um bom tempo, sentir falta de verdade, saber que fiz falta. Saber que existem lacunas a serem preenchidas na minha ausência e que se formou um vazio no meu peito graças a essa distância física auto imposta. É tudo muito preocupante, sei lá. A gente se enche de pensamentos, e no fim não sabe de nada.
Não é que a gente deixe de amar, não é que a gente esteja menos interessado ou enfadado, mas a questão é que também é bom ter aquele tempo reservado para ser você mesmo, sem se preocupar com o que os outros vão pensar, sem se preocupar se vai ter alguém esperando algo – qualquer coisa, vinda de você. As vezes eu queria fugir, mas sozinho mesmo. Ficar isolado por um bom tempo, sentir falta de verdade, saber que fiz falta. Saber que existem lacunas a serem preenchidas na minha ausência e que se formou um vazio no meu peito graças a essa distância física auto imposta. É tudo muito preocupante, sei lá. A gente se enche de pensamentos, e no fim não sabe de nada.
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